dizendo a verdade, apenas a verdade,
agora em estado alpha,
em transe poesia transpassada por vozes rastas,
por corações de bananeiras,
por jacas caidas da serra de jacarepaguá,
zona oéste de todos os meus medos,
de todas as ações que faço em direção ao desanuviar,
ao quebrar das algemas, ao quebrar das barreiras,
dos vasos que já não servem
eu poeta igual a tu,
admirador da lua única,
da lua multifacetada habitada por feijões dançarinos,
por patos-fus que colhem folhas de arnica e outras folhas,
pelos surus de senssei,
pelas barulhentas aves claves de sol
eu novamente nada nocivo,
nada de travas, de trancas, de armas,
de estutuetas mortas,
de farpados arames,
de floresta em chamas
meu pai pinheiro cheio de flores,
de papaguaios charão,
de lagartas de fogo vivo,
de cigarras ultrajantes...
meu pai pinheiro cheio de flores
diz que o frio cá está
para que a vegetação se cubra de goticulas gélidas,
de goticulas de gelo,
de segredos antarticos-articos...
para que meu amor navegue em paz
por todos os signos do zoodíaco
com sua jangada de pedra


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