sou as rodas do trem que ginga
pelas escarpas da serra do mar rumo ao infinito;
sou frida andina estancando tintas
sobre os borrões
bom mesmo é romper membranas,
tímpanos e sobrancelhas,
lábios e línguas,
pêlos e pentelhos,
argolas e brincos,
botões e colchetes,
entre as montanhas e o mar,
entre a vegetação dos beirais e o mangue


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