quarta-feira, 4 de agosto de 2021

 


eu estrageiro permito-me adentrar no ninho das vespas,
no ninho das magafagafas nascidas das petalas,
das patas dos besouros verdes
há de compreender e se assustar com o que vejo,
com o que se abre nas tijelas que guardam o leite,
a aveia, o milho, o centeio e os peitos da mulher que amo
no plano dos marines cabe a nau caindo nas curvas da terra,
nas curvas do mar, na infinita rotação da esfera

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