quarta-feira, 4 de agosto de 2021

 


as ruas, andaimes expostos,
para construção desconstrução
do sabido discurso dos que não se olham,
dos que se olham apenas por se olhar
ondas de calor, ondas, marolas, brisa,
bafejo dos cantares dos galos
nas oficinas sonoras da cabeça,
galos e canários da terra jacarepaguá,
terra trazida pelos que flutuam

 


o brasil ferido,
sangrando no sangue e no cerebro,
a morte das utopias, a morte da democracia,
a morte da ciência, a morte de todas as regras,
a morte dos que nem nasceram
é preciso venha a morte dos que cospem teias de viuvas negras,
é virtuoso derretermos os ossos e os cabelos,
as narinas e os cotovelos...
caminho, e quem caminha comigo?
e quem caminha com a cura das chagas?

 


a figura da fada lilaz que veio nos visitar
está entranhada nos sentimentos de catarina crystal,
posso compreender que essa fada vista por minha mulher,
veio nos avisar que algo, que alguém se despedia,
uma despedida em forma de fada,
de um alguém próximo transfigurado em libelula
voejante com corpinho de bonequinha encantada,
bem pequenina, catarina narra,
que o rostinho dela era uma gota cor de vinho
com olhos, boca e sobrancelhas,
ela batia as asinhas brilhantes tal um beija-flor

 


escrevo bonito,
dom desenvolvido com o passar das missões,
com a prática intensa do mover, do mover-se,
do estar atento perante ao translado do meu corpo,
das minhas lentes centradas no observar,
do ser contemplativo, do ser olfativo, do inalar,
do exalar, do saborear,
do captar com os típanos a música do momento
mundo mundo mundo,
eu sou um mundo, muitos carnavais,
a banda outra da terra dos principes,
das princesas bailarinas,
das fadas que afirmo existir
nas ervas de nossas janelas

 


eu,
homem artista nunca pobre,
nunca capengando pelos escuros,
muitas vezes capengando pelos escuros,
pelas ruelas de nossas casas,
de nossas varandas de danças,
de vossa intensão de arremeçar abelhas meninas
nas camadas do céu que ora avisto,
que ora avista

 


o trumpet, o piano, a surdina...
assopram a voz de billie holiday para o sul,
para o mundo dos ouvidos espirituais
dos homens e das mulheres,
para os tonéis de tintas, pois, billie holiday é uma pintura,
um complexo calidoscópio de pássaros,
de ventanas abertas, de túneis
que nos transportam para as cavidades ferteis da aurora
e do crepusculo

 


estou avoado que nem pipa na construção
dessa poça, desse lago, dessa gota, dessa chuva, dessa trovoada...
arrastando, arrastado pela jacarepaguá profunda que pode ser,
que é espelho de todas as outras localidades do logos,
se for aos correios, vá de vermelho, vá de azul,
vá de qualquer cor, vá a pé, vá de bonde...
eu perfeito café com chocolate na boca de brigitte bardot,
você, licor de passas ao rum, queijo brie com mel,
dentro desse hoje cabe o templo dos que oram dançando,
as roupas que o vento usa pelas manhãs e pelas tardes
da primavera que nunca nos deixa

 


é claro que caminho pelas sombras da tabacaria,
e que fernando pessoa me pertence,
e que a fogueira que elma alegria ornamenta com pedras
aquece para o sempre o amor, o nosso amor,
o amor das avencas, das raposas douradas,
dos gatos e dos cães...
das crianças sempre crianças

 


na rota das orvalhadas trilhas sigo eu
poeta das regiões orgânicas, aceso por vocação,
por decisão meramente sutil
bem além, bem dentro do continente
das sedentas borboletas que são flores
irmã ovelha, irmão búfalo,
perdão
ouço o eco do que foi dito pelo povo cocama
em desespero voltando para os ancestrais,
para o chão coletivo
é a morte que chega feito sombra
ao povo do rio negro

 


meu medo se esfarela ao som do estalar
de todas as juntas da rainha matéria,
substância planetária,
substância orgânica,
substância mãe
outro dia, outra pátria,
essa pátria,
a pátria que oro habito
ao mergulhar nas gotas
caidas dos olhos da flor
o poema erva é escrito por mim mesmo,
mortal comum, habitante dos reinos menores,
das orlas de estrelas torneadas, dos corpos de estrelas,
das aves estrelas, das estrelas únicas multiplicadas
pelas árvores da celebração

 


Os Faraós Negros do Reino de Cuxe Flutuam 

na Pelicula de minha Mente
com suas Suntuosas Vestes

 


CASA DAS MÁQUINAS NA VITROLA IMAGINADA,
"JOGUE TUDO PARA A CABEÇA" ( EU JOGO ),
E VOU DESATANDO UM A UM OS NÓS
DOS PENSAMENTOS DESANDADOS,
O CORPO DA COBRA DOS ANOS QUE SE PASSARAM,
EM FIM DESATADOS
O COBRA MAIS LINDA DESSAS PARAGENS APAGA E ACENDE,
SE ENRODILHA AOS PÉS,
AOS NOSSOS PÉS PRETOS E BRANCOS

 


ROCK IN ROLL DIA E NOITE SEM PARAR NUNCA,
"ROCK É PRA QUEM MERECE",
ROCK É PRA QUEM ULTRAPASSA O ALÉM DO ALÉM

 



EM NOME DO DELIRIO E DO DELIRANTE,
DOS ESVOAÇANTES CABELOS,
DAS SABOROSAS GOLADAS, DOS TRAGOS INDECENTES,
DOS ASSOMBROS, DA FÚRIA ALUCINADA
DOS QUE REINAM NAS COBERTURAS,
NAS ÁREAS, NOS TERRAÇOS,
NAS TERRAS BATIDAS, NA LAMA, NO CHARCO,
NAS ORNAMENTAIS BROMÉLIAS

 


impossivel não falar de mortos,
não dançar com os mortos...
morte, a morte caminha ao lado,
assim ao abrirmos a porta,
assim ao abrirmos os olhos e os ouvidos,
a vontade é evitar esse assunto,
pular as montanhas,
os dentes de sabre das montanhas,
o olho do virus, desafio,
o olho no olho, o voou,
os que foram e eu não sei,
complexo encontrar palavras

 




todas minhas portas e janelas sempre estiveram totalmente abertas, a vontade de lamentar por ainda não ter do mundo a atenção que bob dylan tem

 


a poesia dos meus nervos não conhece limites,
e eu grito e gritei tanto, mas tantos,
que meus gritos viraram raios e trovões,
se os homens não os ouvem,
se os homens me desconhecem,
nunca leram meus poemas canções...
lembrei de van gogh num filme,
dizendo que ele só tinha tempo para pintar,
eu só tenho tempo para escrever...

 


andava pela praça de chale e chinelos,
ela era filha de emigrantes irlandeses,
cresceu ouvindo de seus avós que as videiras de antigamente
já traziam em suas sementes os garrafões
para o armazenar do vinho,
no vale dos carvalhos fez suas histórias,
ali cresceu e morreu

 


eu edu planchêz maçã silattian delirante incuravel, digo,
que venha toda a psicodelia,
que venha o direito de roer o queijo que eu quizer
mickey mause do suburbio, zona norte na tela,
nos carcomidos ninhos das serpentes
do que expulso para o além do que desejo

 



eu edu planchêz maçã silattian delirante incuravel, digo,
que venha toda a psicodelia,
que venha o direito de roer o queijo que eu quizer
mickey mause do suburbio, zona norte na tela,
nos carcomidos ninhos das serpentes
do que expulso para o além do que desejo

 


o grande prazer de vivo estar,
de habitar,
de habitar-me

 



se falasse como bob dylan não falava
como edu planchêz maçã silattian, simples assim,
novela, conto, narrativa,
clarice lispéctor jorrando peixes pelos neurônios

 



no manual dos manuais,
nos sinais de "deus",
nos sinais, nas cores das coisas,
na cor, no fundo do cenário
desenho o que quero que seja,
o que foi feito para a nossa nutrição
na caneca, no copo,
na taça gigante presente de beth e henrique...

 


meu amor e eu mergulhados nos tecidos do corpo da noite
do pré dia dos namorados, eu o amor, ela a amada,
a que vê nas primeiras horas do dia, fadas

 


agnaldo timoteo cantando "meu grito",

meu grito se encontra com outros gritos
na rua dos gritos

 


grandes poemas foram escritos em cinco minutos,
em cinco minutos me curvo aos pés do grande maciço,
apanho o lápis e escrevo, e escrevo, escrevo...
não mais que cinco minutos para arrancar do fundo,
do fundo das minervas do carbono, do carvão mineral,
do carvão catado entre as ervas,
entre os dedos de tudo que foi sonhado por todas as civilições

 


phoda com ph nas constantes friagens do inverno incomum,
do inverno das palavras efervescentes
agigantadas pela paixão de não se conter,
eu e minha dama de paus,
e eu as estacas de canhamo futuras,
eu e o maior de todos os incêndios já visto
cá por essa terra de gnomos
e foda-se a latitude alcançada por minha pele de sapo,
de salamandra televisiva
aclimatada nos calombos do tempo astucioso,
eu sou astucioso, minha dama é astuciosa,
louca de pedra vermelha, de pedra lilás,
de pedra pura, de pó de pedra,
de pedra carcomida pelas chuvas
e a poesia contém os arames de cobre,
os arames de ópio, os arames,
para nos atar aos coriscos

 



viking inca nagô persa...

 


mistica melodia entoada em meus ouvidos
por dom sebastião do rio de janeiro,
minha flauta meu tudo, minha pinha, meu pinhão,
minha relva, raizes de araucária
são os alicerces de nossa casa abrigo de fadas
por toda a espiritualidade dos sons dos tombores
dos afroelephantes, dos árticos amores das pedras de sal,
do sal da poesia dos grandes amores,
mistico amores humanos,
nada mais que humanos misticos humanos amores

 


quero ver se você tem coragem de dizer
que edu planchêz maçã silattian
é um poeta a ser ouvido porque assim que tem que ser,
segundo as leis de kurt cobain
"aquilo que dá choque deve ser extremamente provado"

 



minhas duas flautas
esculpidas em rubis
são uirapurus flutuando sobre as cabeças da floresta

 


e o poeta inicia a sua prece rabiscando
com um lapis de carvão o chão,
rabisca sinais, letras que vão se emaranhando em letras
dando formas ora retilinineas,
ora curvas acidentadas
eu sou o poeta das duas e trinta e quatro de terça-feira
dizendo aos mundos o que sente,
o que observa ao longo do dia que é uma existencia completa
houve mergulhos nas borbulhas do oceano infernal
nas primeira e nas médias horas,
acalanto de aves do paraiso
após o romper das vinte e duas badaladas

 



noite raiz, night root, noite!
noite repleta de estrelas-raizes!
de hortecias mulheres,
de cravos homens

 


desfrute ao máximo da combinação de café e maconha,
muitas são dicas para se refinar essa experiencia,
ao certo miss margareth castanheiro
agricultora espiritual fornada
na universidade agrária de itaparica
sabe algumas receitas

 


"O LIVRO DOS MANUAIS"CÁ NA ESCRIVANINHA,
A ESQUERDA,
O APARELHO-TELEFONE, A CAIXA DE SOM,
AS ROSADAS AVES,
AS CHAVES RODANDO NO MIOLO DO FERROLHO,
METAMORFOSE, BORBOLETAS ASAS,
LAGARTAS DESPARAFUSADAS DOS SEDOSOS CASULOS
É SABIDO QUE O REINO CÁ ESTÁ NESSE AGORA,
NESSA GRAVIDEZ SOBERANA,
POETA QUE É POETA COMPREENDE O QUE DIGO,
O QUE CANTO CANTANDO COM TUDO E COM TODOS

 


vinho elaborado na serra gaúcha,
na serra pernambucana,
na serra dos muitos anéis

 



SENDO BESOURO A DANÇAR COM BABET BILLIE CAT 

NAS PASTAGENS DA SALA,O SÁBADO PROMETE 

NOS MERGULHAR EM XANGRILÁ EM SEGREDO,

EM SEGRELO

 



EU FAÇO A ARTE, A MÚSICA GENUINA 

DESDE MUITO ANTES, 

FIDELIDADE AO INTENSO,
AO BEM APURADO




PELA FORÇA DAS ÁGUAS DO CÉU,
PELOS RAIOS DAS ÁGUAS QUE LAVAM
NOSSOS VIVOS E NOSSOS MORTOS

 


era paleozóica,
sobre o solo da pangea,
eu ainda e sempre também rei lagarto
caminho entre as coniferas,
junto com os répeteis gigantes
e as libélulas de asas gigantescas
arredondadas são as linhas de minha ama de todas as eras,
por ela pesco nos circulos luminosos do antigo novo planeta,
a porcelana, o ouro e o níquel,
as avelãs e os damascos vindos da macedonia de alexandre

 



aos pés do poema
d joelhos, determido q as pessoas q t hipnotizadas p demonio bolsonaro despertem
p q continuemos vivos

 





a lua da noite lilaz pelas lentes de ELMA ALEGRIA...

A LUA LILAZ QUE EU E CATARINA CRYSTAL VIMOS
PELAS MONTANHAS FLUTUANTES DE PANDORA JACAREPAGUÁ,
DERRETE, DERRETE-NOS